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Introdução à Instrução Normativa BCB 769 e ao Pix Automático
O Banco Central do Brasil publicou a Instrução Normativa BCB 769, oficializando a versão 2.10.0 do Manual de Padrões para Iniciação do Pix (MPI) e da API Pix. A medida traz uma série de melhorias técnicas e ajustes textuais para otimizar o gerenciamento de pagamentos e de cobranças recorrentes sob o escopo do Pix Automático. Essa regulamentação visa viabilizar maior automação para empresas de diversos portes e também para Microempreendedores Individuais (MEIs).
O que muda na prática com a nova API Pix
As atualizações técnicas estabelecidas pela Instrução Normativa BCB 769 entram em vigor imediatamente após a sua publicação. Na prática operacional, as modificações implementadas na versão 2.10.0 do MPI e da API Pix foram projetadas com foco no aprimoramento do gerenciamento de recorrências do Pix Automático.
Esse ajuste técnico facilita o processo de cobrança de mensalidades para setores que dependem estruturalmente de pagamentos periódicos, como academias, escolas e serviços de streaming. A API Pix atua padronizando a comunicação técnica, o que simplifica as etapas operacionais desses negócios no mercado.
Benefícios operacionais para PMEs e MEIs
As novas diretrizes técnicas trazem impactos positivos para a rotina de pessoas jurídicas e de Microempreendedores Individuais (MEIs) que operam com recebimentos recorrentes de forma automatizada.
Entre os principais benefícios e facilidades associados ao uso da API Pix estão:
- Confirmação sistêmica: O aprimoramento tecnológico na API Pix possibilita que os pagamentos sejam confirmados de maneira sistêmica. Essa mudança técnica reduz diretamente a necessidade de processos operacionais manuais no cotidiano financeiro da empresa.
- Automatização de processos de faturamento: A API Pix padroniza a comunicação técnica e automatiza tarefas essenciais, como a emissão de QR Codes para diferentes modalidades de cobrança: imediatas, com vencimento futuro ou em formato parcelado.
- Conciliação financeira: A especificação tecnológica oficializada pelo Banco Central também auxilia diretamente na automação do processo de conciliação financeira das transações.
- Adoção de QR Codes dinâmicos: A integração realizada por meio da API tem impulsionado a utilização de ferramentas modernas para receber pagamentos. Conforme dados do Banco Central, o uso de QR Codes dinâmicos em vendas comerciais saltou de 5% das transações em 2021 para 40% em 2025.
Recomendações práticas para a sua empresa
Para que micro e pequenas empresas prestadoras de serviços recorrentes planejem de forma eficiente a utilização desses recursos tecnológicos, recomenda-se a adoção de algumas medidas de planejamento interno:
- Avaliação técnica de sistemas: É recomendável que gestores financeiros e profissionais de TI revisem os sistemas internos de faturamento para mapear e planejar a adequação técnica às novas especificações da versão 2.10.0 da API Pix e do Manual de Padrões para Iniciação do Pix (MPI).
- Substituição de rotinas manuais: As empresas devem priorizar o alinhamento de seus processos para usufruir da confirmação sistêmica oferecida pela nova versão da API, focando na eliminação de etapas operacionais repetitivas.
- Uso estratégico de QR Codes: Recomenda-se explorar a geração de QR Codes dinâmicos parametrizados para cobranças imediatas, parceladas ou futuras, alinhando a operação da empresa à crescente tendência de mercado evidenciada pelos dados de utilização desse formato de transação.



